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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Crise no ensino básico

    Violência, falta de estrutura, salários atrasados e consumo de drogas tomaram conta da Escola Estadual Tancredo Neves, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A escola registrou em 2015 uma nota de 4,6 no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e viu seu indicador cair para 3,0 no ano de 2018. Violência e greves são apontados por alunos e professores como os principais fatores que desencadearam nos problemas que a escola enfrenta hoje. Alunos afirmam que casos de bullying são frequentes.
    Somente em 2018 foram 48 dias de paralisação na escola estadual. As principais reivindicações dos grevistas são o pagamento dos salários atrasados e melhorias na infraestrutura do colégio. Atendendo 16 comunidades carentes da região, o diretor da escola confirma que os casos de violência são frequentes e afirma que convive com facções diariamente no ambiente escolar. 
    A coordenadora pedagógica Andreia Leal critica a gestão do governador Fernando Pimentel, do PT, apesar de lembrar que a gestão anterior (de Antonio Anastasia, do PSDB) também descumpriu promessas feitas aos professores. No governo petista, a coordenadora reclama da falta de investimento nas escolas e na formação de professores. Andreia mostra com orgulho a biblioteca reformada pela escola com dinheiro próprio, apesar das dificuldades: "Tudo que a gente fez aqui precisou da nossa iniciativa e do nosso bolso", conta ela.
    O governador Fernando Pimentel soltou uma nota afirmando que, apesar da redução do Ideb nos anos finais do fundamental, o estados de Minas Gerais teve um aumento nos anos iniciais e no ensino médio. O candidato do PSDB Antonio Anastasia fez críticas à gestão de Pimentel. Ambos disputarão a eleição nesse ano de 2018.



Santos, 12 de setembro
Felipe Melo

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